domingo, dezembro 28, 2008

O filho pródigo regressa

7 anos depois, o regresso!

Coimbra, Setúbal e agora finalmente Aveiro.

Foram vários [grandes] anos de descobertas, aprendizagens, novas pessoas, amizades, algumas chatices, reencontros, despedidas.


Desta vez será verdadeiramente ano novo vida nova.

Não há nada como o cheirinho do mar logo pela manhã e sair hospital e ir dar uma corridinha na praia!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

E não é que hoje, o ciclo ficou completo ?!

See One, Do One, Teach One

Já tinha visto uns tantos, já tinha feito dois ou três [um hoje de manhã] e, nada que estivesse nos meus planos mais próximos..., ensinei a colocar um!

ah, estou a falar de catéteres centrais...

Hoje de tarde, quase a sair, faço uma visita ao SU, para ver como estavam as coisas na linha da frente [e tentar q não mandassem muitos cacos para cima...] e então acontece. Olha, ajuda ai a tua colega a colocar um catéter.
Primeiro rio-me. sim, sim claro, ahaha.
Afinal era a sério.
Ok. Vamos lá.
E então percebi. É muito mais fácil fazer do que ensinar. Depois da se fazer uma ou duas vezes, as mãos começam a trabalhar sozinhas. Simplesmente vai-se fazendo. Agora, estar a pensar nos passinhos todos...
Obviamente que o chefe andou a pairar por cima do acontecimento o tempo todo. Ele não é [assim tão] maluco!!
E a coisa lá se fez. Acho que aprendi mais eu com a experiência, do que a minha colega...


# é boa ideia ir "pescar" ao banco de vez em quando.
# ensinar o que se sabe mais ou menos, é o melhor caminho para ficar a saber bem.
# a mão direita é a mão direita. ou então: Não faças com a esquerda aquilo que podes fazer com a direita. (principalmente quando a carótida está aos saltinho ali ao lado...)

sábado, novembro 22, 2008

Poluição sonora

Espero ter comida suficiente em casa para o proximo mês...
Estamos naquela altura do ano. Estes fantástico periodo, em que não conseguimos entrar em nenhum supermercado sem sermos bombardeados com magníficas músicas natalícias.... aaaarghh
Com as luzinhas, eu não me importo. Algumas até são engraçadas (desde que não pisquem). Agora a banda sonora. Enfim.
Portanto fica o aviso. se alguem não receber prenda no Natal, não foi porqur me esqueci. Foi porque simplesmente não consegui entrar na loja. As minhas células ciliadas (da cóclea...) não deixaram.

fica um exemplo de como uma música natalicia pode ser agradável.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Os reis do bowling

É sempre bom quando há oportunidade de estar com os colegas/amigos do serviço, fora do hospital.
É melhor ainda quando se pode ganhar aos chefes em qualquer coisa :). Claro que tive de deixar o chefe ganhar uma vez...


É muito engraçado poder  dizer ao chefe "Ó Zé, passa a bola, pá!"
É também engraçado quando começamos a fazer escorregar uns copos pelo esófago abaixo, e reparamos que os chefes nos acompanham...
É óptimo apercebermo-nos de que somos o futuro, eles sabem disso, e estão contentes por isso. ["Então esta é a mesa das crianças!" diziam eles com um enorme sorriso na cara].

[Não posso deixar de apontar que a minha tira foi, indiscutivelmente, a vencedora da tarde de bowling. Com um primeiro, um segundo e um terceiro lugar! Parecia que estava no Big Lebowski]

friday is the day!

Morto. Quase.
Isto tem andado parado... Pois é. Muito trabalho (ás vezes pelo menos).

Esta semana tenho pegado num certo livrinho, [cujo nome começa com HA, acaba com ON'S e no meio tem RRISO] que ainda me dá arrepios, quase todos os dias... Eu e as minhas brilhantes ideias. Isto de escolher um tema porque parece giro e diferente, dá mau resultado...
Suck it up, Mário...


 Já agora, Sexta 28 é o dia! O meu dia pelo menos... nada de especial. Só escolher duas coisinhas. Prós proximos 4 a 6 anos... lol

segunda-feira, novembro 03, 2008

A crise

Os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um chefe índio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo. No entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, que deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.

Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia: dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: "O próximo Inverno vai ser frio?" -"Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio", respondeu o meteorologista de serviço.

O chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: "Vai ser um Inverno muito frio?" "Sim!", responderam novamente do outro lado, "O Inverno vai ser mesmo muito frio".

Mais uma vez o chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional: "Vocês têm a certeza de que este Inverno vai ser mesmo muito frio?" "Absolutamente!" respondeu o homem, "Vai ser um dos Invernos mais frios de sempre."

"Como podem ter tanta certeza?", perguntou o chefe. O meteorologista respondeu: "Os índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos."

É assim que funciona o mercado de acções.

visto aqui: http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/

domingo, novembro 02, 2008

in Público

"Antes a desculpa era a de ir comprar tabaco. Agora, com os cigarros cada vez mais fora de moda, a nova desculpa é a de ir passear o cão.Na versão clássica, comprar tabaco significava que se ia e não mais se voltava. Na versão moderna, ir passear o cão (dogging, em Inglês) é código para outro tipo de escapadela."
Nuno Nodin (Pública, 02/11/2008)

pois é, coitado do cão. Não concordo em ter os animais fechados em casa. Liberdade para o "cão"... lol

sábado, novembro 01, 2008

Chop Chop


 A história de um orfão, que sobrevive fazendo alguns trabalhos em oficinas de mecânica e que tem um sonho (infantil), poupar dinheiro suficiente para comprar uma carrinha decrepita, para montar um negócio de venda de comida

quinta-feira, outubro 30, 2008

música nova - Lykkie Li

Isto tem andado muito parado...
Deve ser do frio e da chuva que se têm vindo a aproximar. (e já chegaram...)

pra animar fica uma musiquinha...

terça-feira, outubro 21, 2008

dias e dias

A ideia é mostrar umas "pernas bambas", ok?
Pois é, sinto que passo a maior parte do dia num equilíbrio precário.
Lá vou dando uns passos para a frente, alguns para trás e dp uns tantos pró lado...
Até que caio mesmo.
Mas como dizem, a cair é quer a gente aprende. Eu tenho "aprendido" bastante... hehehe

sexta-feira, outubro 10, 2008

Há dias assim



Não custa a sair da cama.
Trabalho mais horas que o habitual, mas pareceram menos.
Encontro todos quem queria encontrar.
Não me apetece estar a 9000km daqui...
Fujo de todos os que queria fugir.
Risos. Sorrisos. Gargalhadas.
Olhares. Olhinhos. lol
Não tenho acções na bolsa ;)
Não há pessoas irritadas.
O Benfica não perdeu, nem empatou.
Aquele doente chato, em privação alcoólica, afinal não é nosso...
Ensinam-me e no fim ainda me agradecem...
Está Sol, está quente, logo há decotes :)

Art Kane's - "Harlem 1958", conhecida como A Great Day in Harlem


Há dias em que tudo corre bem. 
E não foi (só...) por ser sexta-feira. :)

terça-feira, setembro 30, 2008

Criacionismo vs Evolução

Aceitação da Evolução



Eu até percebo este pessoal... Eles olham para si, olham em volta, e pensam: Esta porcaria toda não pode ser resultado da evolução. O trabalho teria ficado muito melhor. Só pode ter sido deus...

David Marçal, no Inimigo Público:

O mundo foi criado em apenas 5,6 dias


Deus pode ter sido mais rápido do que se pensava. Tal como o físico João Magueijo propôs que a velocidade da luz não é constante, questionando um dos paradigmas da relatividade de Einstein, também a velocidade de Deus pode ser variável. Segundo a teoria VGS (Varying God Speed, na sigla inglesa), nos tempos primordiais (até ao sétimo dia) a velocidade de Deus poderá ter sido mais elevada. Uma das consequências é que Deus não descansou o sétimo dia inteiro, o que poderá permitir a abertura dos hipermercados ao domingo.

Na relatividade criacionista a velocidade da luz (c) é substituída pela velocidade de Deus (D)


Imaginemos um observador na Arca de Noé que se desloca à velocidade de Deus. Outro observador está parado, empoleirado em cima de um ramo de oliveira. E que há uma vela acesa na arca. O observador na arca vê a luz fazer um percurso rectilíneo até um espelho pendurado no mastro. Já o observador empoleirado em cima do ramo de oliveira vê a luz fazer uma trajectória obliqua. Essa trajectória é obviamente maior do que a trajectória rectilínea vista pelo observador dentro da arca. Se a velocidade de Deus é constante, e se visto de fora o percurso da luz é maior, o tempo tem que ter passado mais rápido para o observador dentro da arca de Noé.

Controvérsia: o estado a que a economia portuguesa chegou foi criado ou resulta de evolução?

Manuela Ferreita Leite acredita que estado actual da economia portuguesa é fruto do "intelligent design", e que esta teoria deve ser ensinada nos debates e comentários na televisão, em paralelo com a "teoria da evolução para a crise". Segundo a líder do PSD, o estado calamitoso da economia portuguesa não pode ser fruto de um processo evolutivo com base em mudanças aleatórias e selecção natural, pois a sua complexidade indica a existência de uma inteligência sobrenatural a desenhar o buraco em que Portugal se enfiou. Ferreira Leite acredita que a vontade desse Ser (a que chama Vasco) se manifestou nos Primeiros-Ministros em funções desde o 25 de Abril (excepto em Cavaco) e que o PREC foi uma espécie de génesis.

sábado, setembro 27, 2008

I just want to be your lover - Radiohead House of Cards

Mais uma vez Radiohead, In Rainbows...

É impossivel escapar. Mais tarde ou mais cedo regresso sempre ao In Rainbows.
Esta é, quase de certeza, a minha música preferida do álbum. Nada de estranho.
I don't want to be your friend
I just want to be your lover
Basta-me este início...



Fui procurar opiniões sobre o significado da letra e, como me parece óbvio, a maioria acha de que se está a falar duas pessoas, e que o homem sugere que abandonem as suas relações tremidas (the house of cards), para ficarem juntos. Tema normal.

Achei piada a alguma interpretações que encontrei. Throw your keys in the bowl - há quem ache que se refere às festas de swing, em que todos poêm as chaves numa taça e depois tiram à sorte :).

Também há quem diga que a House of Cards se refere ao sistema capitalista, prestes a desmoronar-se, enquanto estamos todos em denial, denial...

domingo, setembro 21, 2008

I Kissed a Girl - Kate Perry

I kissed a girl and I liked it.

Concordo perfeitamente ;)



E não é que a mão desta menina ficou chocada... tadinha

in Blitz:
Mary Hudson, mãe de Perry e evangelista convicta, acusa a filha de promover a homossexualidade: "A Kate é nossa filha e nós amamo-la mas discordamos fortemente da forma como ela se está a comportar neste momento (...) com o que ela está a fazer e a mensagem que promove relativamente à homossexualidade, que a Bíblia diz de forma clara que é um pecado".

sábado, setembro 13, 2008

Férias!!

se o avião não caíu... neste momento devo estar aqui,  Rodeio de Limeira 2008 com um chapéu de cowboy na cabeça!

Isto sim, ver gajos a serem atirados às cambalhotas até ao chão por cavalos e touros bem agitados é divertido.
High School Rodeo
Se as nossa touradas fossem só com os forcados a apanhar os touros, também eram engraçadas.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Foi para beber cerveja que o homem se tornou agricultor.

in público

Ai está. Os rios de cerveja que correm em coimbra, não são mais do que a manifestação dos nossos instintos naturais. E, assim como na antiguidade a bela da "loura fresquinha" serviu de impulso para a criação da agricultura, imagine-se lá o que poderá sair de Coimbra!!

quarta-feira, setembro 10, 2008

demência

E não é que acabei de descobrir (já há uns dias, mas só agora me apeteceu escrever) que tenho dois posts chamados "não compliques pá".

não compliques pá I
não compliques pá II

Mau sinal. Estou a ficar repetitivo. Se calhar estou a ficar velho. Começo a contar as mesmas histórias over and over and over...

qualquer dia estou um gomer.

terça-feira, setembro 09, 2008

do SU: Coleccionando Milhas

Continuando nos gomers...

Estes gomers de cá parecem-me um bocado diferentes.Estes morrem. Custa, mas lá vão.
É verdade, realmente, que quanto menos lúcidos estão, mais tempo se arrastam, mas geralmente a família dá uma ajuda. Aqueles dias ou semanas em que o doente fica no hospital à espera que o venham buscar, geralmente é apenas o tempo suficiente e necessário para apanharem a sua infecçãozinha nosocomial. Têm direito a escolher, ou uma pneumonia, ou uma ITUzita... As pneumonias costumam vir acompanhadas de bónus - um bilhete de ida.
Quando não são as famílias a ajudar, ... MAIS

Coleccionando Milhas

Continuando nos gomers...

Estes gomers de cá parecem-me um bocado diferentes.Estes  morrem. Custa, mas lá vão.
É verdade, realmente, que quanto menos lúcidos estão, mais tempo se arrastam, mas geralmente a família dá uma ajuda. Aqueles dias ou semanas em que o doente fica no hospital à espera que o venham buscar, geralmente é apenas o tempo suficiente e necessário para apanharem a sua infecçãozinha nosocomial. Têm direito a escolher, ou uma pneumonia, ou uma ITUzita... As pneumonias costumam vir acompanhadas de bónus - um bilhete de ida.
Quando não são as famílias a ajudar, são os próprios gomer's. Há-de ser sempre no dia da suposta alta, que o referido gomer, que até então nunca disse uma palavra, decide começar a comunicar. E para que? Para se queixar. Não chega para se perceber o que se passa, mas dá para ganhar mais um dia ou dois em investigação... Só mesmo o suficiente para receber o bónus a que têm direito.
Há ainda uma terceira situação. O gomer vai, mas avisa com antecedência que vai regressar. Passo a explicar: O gomer está bem. Parâmetro de infecção zero -  Perfeito - Vai embora. Um ou dois dias depois surgem no serviço mais umas análises, que já ninguem se lembrava de ter pedido. olha-se para elas e percebe-se, mais uns dias e ele está de volta. Não falha.
E em cada visita, mais acima na "rampa" vão estando.

E um gomer na sala de reanimação? É uma animação. Tudo corre. Massaja aqui, ventila ali, uma drogas pra'qui, outras prá'colá. Vê pulso, vê ritmo. Intuba, desintuba. Volta a intubar. O final é quase sem pre o mesmo, mas é educativo.
Mas geralmente eu gosto de gomers. Fazer os diários é uma alegria. copy-paste.
Os velhotes previamente saudáveis, coitados, têm poucas hipóteses. Gostam muito de entrar em paragem sozinhos, sem ninguém por perto, pacificamente...

segunda-feira, setembro 08, 2008

do SU: Gomer's go to ground

Quem leu A casa dos Deuses, sabe que os gomer's têm vários poderes. Um  deles, por vezes vantajoso, é a sua capacidade de voar.
Sim, voar. De cima de uma maca, duma cadeira de rodas, de uma cama, de qualquer lado, para o chão.




Há uns dias, vi, com estes olhos que a terra irá comer, este fantástico poder dos gommers. Neste caso em particular, o voo foi de uma altura sub-ortopédica. Foi, digamos assim, da altura de paracetamol...
Mas o primeiro voo dos irmãos Wright também foi pequeno e olhem como estamos agora!!

sábado, setembro 06, 2008

Fox life

Adoro os videos de promoção da foxlife.
Eu sei que as séries são boas. Mas estes vídeos conseguem torná-las irresistíveis. E a música - acertam sempre.

Lembrei-me disto ao ver a promoção à 4a época de Grey's Anatomy. Ainda não consegui achar o vídeo, mas ficam outros dois de exemplo



sexta-feira, setembro 05, 2008

Quem quer ser um Super-heroi

acabei de ver um dos programas mais parvos de sempre.
provavelmente o único "reality" show que se consegue ver... :)



http://www.scifi.com/superhero/

Gomer's go to ground - É verdade!

Quem leu A casa dos Deuses, sabe que os gomer's têm vários poderes. Um  deles, por vezes vantajoso, é a sua capacidade de voar.
Sim, voar. De cima de uma maca, duma cadeira de rodas, de uma cama, de qualquer lado, para o chão.



Há uns dias, vi, com estes olhos que a terra irá comer, este fantástico poder dos gommers. Neste caso em particular, o voo foi de uma altura sub-ortopédica. Foi, digamos assim, da altura de paracetamol...
Mas o primeiro voo dos irmãos Wright também foi pequeno e olhem como estamos agora!!

do SU: Escalpe













2º dia de Urgência na Cirurgia. Duas ou três suturas feitas na vida.

Entra um "cliente" com um "capacete" de ligaduras na cabeça.

Que aconteceu?
Ia numa trotinete eléctrica, na fábrica onde trabalho, mandei com a cabeça numa viga de metal, e fiz um corte.


Ok, pensei eu. vamos tirar isto, limpar, lavar e dar uns pontinhos...

Pontinhos. Muitos pontinhos.

O corte ia desde a região frontal até à região occipital.
 ... continua

A ilha

Pois é. Neste Agosto um sonho de infância foi concretizado.

Aquele pedaço de areia, prós lados da Costa Nova, foi finalmente conquistado!

só nos esquecemos de levar a bandeira...



































terça-feira, agosto 26, 2008

Não compliques pá...

Occam's Razor - A Navalha de Occam

 
Se eu tiver uma filosofia de vida (questão ainda em aberto), acho que a "navalha", é o que mais se aproxima...

segunda-feira, agosto 25, 2008

Escalpe













2º dia de Urgência na Cirurgia. Duas ou três suturas feitas na vida.

Entra um "cliente" com um "capacete" de ligaduras na cabeça.

Que aconteceu?
Ia numa trotinete eléctrica, na fábrica onde trabalho, mandei com a cabeça numa viga de metal, e fiz um corte.


Ok, pensei eu. vamos tirar isto, limpar, lavar e dar uns pontinhos...

Pontinhos. Muitos pontinhos.

O corte ia desde a região frontal até à região occipital. Não faltava assim muito para se conseguir tirar e por o "capacete".

É muito grande dr?
hum... é um bocadinho maior do que parecia. Mas não se preocupe.

Preocupado já estava eu. Mas lá me sentei, fui indo devagarinho, de vez em quando aparecia algum dos meus colegas mais velhos e não dizia nada, portanto devia estar a ir bem. Umas esguichadelas de vez em quando para aqui, ou para acolá. E uns tantos fios de sutura mais tarde, lá ficou tudo resolvido.
E com o cabelo por cima, não ficou assim muito mal.

Não ouve reclamações, não voltei a ter noticias do homem. :)




















Scalp Avulsion Injuries

ORNIS

Visto aqui


lol lol lol lol

É OFICIAL

E 7 meses depois fui assinar o meu contrato de trabalho!!!!!!

E eu a pensar que talvez só pro ano... Afinal foram rapidinhos... lol

Sumo de Laranja

Nada como começar com um clássico!



8h da manhã, serviço de cirurgia.

Entro na sala na sala para a reunião matinal. Olho para o negatoscópio, um rx de abdomen lá. Normal.

Sento, e reparo no sorriso e cara de gozo de todos na sala
Olho com mais atenção para o Rx, e desta vez vejo.

Um ORNI.



ORNI - Objecto Rectal Não Identificado

Já se percebe onde a laranja entra...

Uma LARANJA!!! redonda... grande... LARANJA

A história acaba assim. Os cirurgiões olharam, espreitaram, e chamaram os da gastro.
Os da gastro olharam, espreitaram, pegaram nos brinquedos deles, puxaram, empurraram, tentaram espremer, mas não tinham máquina... Acabou tudo no bloco.

Como começou não sei. Desta vez não houve desculpas do género caí em cima da laranja... ou atiraram-me a laranja, eu virei-me e...

alaska

sexta-feira, agosto 08, 2008

Emergency sex II

"Son of man, keep not silent, forget not deeds of tyranny, cry out at the disaster of a people, recount it unto your children and they unto theirs from generation to generation."
 (citação inscrita à saida do Yad Vashem)


(foto por James Natchwey)

sábado, agosto 02, 2008

Emergency Sex (and other desperate measures)


"Now, we can see a new world coming into view. (...) A world where the United Nations, (...), is poised to fulfill the historic vision of its founders. A world in wich freedom and respect for human rights find a home among all nations."
Georga W. Bush (Pai) - grande visão de futuro... lol

O título não diz muito sobre o livro é. Faz pensar noutros assuntos, não é? Mas não. O livro é mesmo sobre 3 pessoas que trabalhando para a ONU, passaram por vários paises durante guerras, genocídios, golpes de estado, eleições...

Cambodja
Haiti
Liberia
Somalia
Ruanda
Bosnia




Estavam em Mogadishu, quando se deram os acontecimentos retratados no filme Black Hawk Down.
Um deles estava no Haiti, após o Presidente Aristide ter sido deposto por um golpe militar, quando um navio com soldados americanos prestes a aportar, deu meia volta...
Estiveram na Bósnia e no Ruanda, durante e a seguir à guerra, a trabalhar na identificação de valas comuns e crimes de guerra

terça-feira, julho 29, 2008

Randy Pausch Last Lecture

Vi a notícia da sua morte, 25 de Julho, no Publico, juntamente com um excerto da sua Last Lecture.

Já conhecia o video. Gostei de o rever. Vale a pena gastar uma hora e pouco a ver o video na totalidade. Inspirador.

"I have experienced a death bed conversion... I just bought a Machintosh!!"



Já agora, o seu discurso aos finalistas da Carnegie Mellon University.




wikipedia
Randy Pausch - Time Management

quarta-feira, julho 23, 2008

The Bang Bang Club

LIVRO: The Bang Bang Club - Greg Marinovich and Joao Silva

 Kevin Carter, Greg Marinovich, Ken Oosterbroek, Joao Silva;

The Wall

If only I could reach
The homestead of Death's mother
Oh, my daughter
I would make a long grass torch ...
I would destroy everything utterly utterly ...
Traditional Acholi funeral song
Thokoza township, South Africa, April 18, 1994.

"Not a picture," I muttered as I looked through my camera viewfinder at the soldier firing methodically into the hostel. I turned back towards the line of terrified, unwilling and poorly-trained soldiers taking cover alongside the wall next to me. Their eyes darted back and forth under the rims of their steel helmets. I wanted to capture that fear. The next minute, a blow struck me - massive, hammer-like - in the chest. I missed a sub-moment, a beat from my life, and then I found myself on the ground, entangled in the legs of the other photographers working beside me. Pain irradiated my left breast and spread through my torso. It went far beyond the point I imagined pain ended. "Fuck! I'm hit, I'm hit! Fuck! Fuck! Fuck!".
 
A wounded Greg Marinovich is assisted by photojournalist James Nachtwey, while Joao Silva takes pictures of Gary Bernard and an officer from the National Peacekeeping Force as they carry the fatally wounded Ken Oosterbroek in the background, 18 April 1994, Thokoza township. Photo by Juda Ngwenya/Reuters.
As automatic fire continued to erupt from along the wall, Joao and Jim desperately dragged me by my camera vest closer to the wall, seeking shelter next to the soldiers and out of their line of fire. Then an anguished voice broke through the cacophony, "Ken O is hit!" I struggled to turn my head through the tangled cameras and straps around my neck. A few yards to the right, I could see a pair of long skinny legs that were unmistakably Ken's protruding from the weeds flourishing against the concrete wall. They were motionless and at an improbable angle to each other. Jim ran over to where Gary was clutching Ken, trying to find a sign of life. The sporadic crack and rattle of high-velocity automatic gunfire reverberated through the air around the huddle of journalists and soldiers trying to flatten themselves against the wall.

Blood seeped from the gaping hole in my T-shirt. I clamped my hand over the hole to stop the bleeding. I imagined the exit wound of the bullet as a deadly, gaping hole in my back. Look for an exit wound, I said to Joao. He ignored me. "Youll be okay," he said. I reasoned that it must be bad if he didn't want to look, and as though all this was all happening in some feeble movie, I asked him to give a message to my girlfriend. "Tell Heidi I'm sorry ... that I love her," I said. "Tell her yourself," he snapped back.

Suddenly a sensation of utter calm washed over me. This was it. I had paid my dues. I had atoned for the dozens of close calls that always left someone else injured or dead, while I emerged from the scenes of mayhem unscathed, pictures in hand, having committed the crime of being the lucky voyeur.

Jim returned, crouching under the gunfire and murmured softly in my ear, "Ken's gone, but you'll be okay." Joao heard and stood up to rush over to Ken, but others were already helping him. He lifted his camera. "Ken will want to see these later," he told himself. He was annoyed that Ken's hair was in his face, ruining the picture. Joao took pictures of us both - two of his closest friends - me sprawled on the cracked concrete clutching my chest; Ken being clumsily manhandled into the back of an armoured vehicle by Gary and a soldier, his head lolling freely like that of a rag doll and his cameras dangling uselessly from his neck. Then it was my turn to be loaded into the armoured car, Jim had my shoulders and Joao my legs, but I am large, and Heidi's pampering had added more kilos. "You're too fat, man!" Joao joked. "I can walk," I protested, trying to laugh, but strangely indignant. I wanted to remind them of the weight of the cameras.
 
An officer with the National Peacekeeping Force assists Gary Bernard with a fatally wounded Ken Oosterbroek, 18 April 1994. Photo by Joao Silva.
After four long years of observing the violence, the bullets had finally caught up with us. The bang-bang had been good to us, until now.

Earlier that morning we had been working the back streets and alleys of Thokoza township's devastated no-man's-land that we - Ken Oosterbroek, Kevin Carter, Joao and I - had become so familiar with over the years of chasing confrontations between police, soldiers, modern-day Zulu warriors and Kalashnikov-toting youngsters as apartheid came to its bloody end.

Kevin was not with us when the shooting happened. He had left Thokoza to talk to a local journalist about the Pulitzer Prize he had won for his shocking picture of a starving child being stalked by a vulture in the Sudan. He had been in two minds about leaving. Joao had advised him to stay, that despite there being a lull, things were sure to cook again. But Kevin was enjoying his new-found status as a celebrity and went anyway.
Over a steak lunch in Johannesburg, Kevin recounted his many narrow escapes. After dessert, he told the journalist that there had been a lot of bang-bang that morning in Thokoza, and that he had to return. While driving back to the township, some sixteen kilometres from Johannesburg, he heard on a news report on the radio that Ken and I had been shot, and that Ken was dead. He raced towards the local hospital we had been taken to. Kevin hardly ever wore body armour, none of us did, and Joao flatly refused to. But at the entrance to the township, before reaching the hospital, Kevin dragged his bullet-proof vest over his head. All at once, he felt fear.

The boys were no longer untouchable, and, before the bloodstains faded from the concrete beside the wall, another of us would be dead.