quarta-feira, fevereiro 13, 2008

ONCE

No meio da rua, onde ele estava a tocar guitarra:

glen_hansgard2"you fix vacuum cleaners?

i do.

i have a brocken vacuum cleaner!!!

can you fix it?"

no dia seguinte, ela aparece com o aspirador pela "trela", tipo cãozinho...

Não há dúvida de que é uma maneira original de se conhecerem...

 

já agora, a opinião do grande Markl (o culpado de eu ter visto o filme)

terça-feira, fevereiro 12, 2008

World Press Photo 2007

Chegou aquela altura do ano (e eu cheguei atrasado...) em que uma fota aparece em todos os notíciários da tv.

Foi anúnciado no dia 7 de Fevereiro o vencedor do World Press Photo 2007. Mais uma vez uma foto de guerra.

Tim Hetherington tirou a foto vencedora em Korengal do Afeganistão, mostra um soldado norte-americano completamente esgotado. O juri descreveu a foto como uma representação do "esgotamento de um homem e de uma nação", "a imagem de um homem no fim da linha". 1

Este ano, um "tuga" figura na lista, Miguel Barreira do jornal Record obteve o 3º lugar na categoria de "sports action", com uma foto em b&w de um bodyboarder nas águas da Nazaré.

224378

Fica aqui a lista completa das imagens vencedoras.

E já agora uma lista com os anteriores vencedores

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

ressaca...













1 mês... :(((

Contabilidade

4 dias de CA, 200 doentes depois, resumem-se em:
  • muitos sindromes gripais
  • bastantes amigdalites/faringites
  • e de vez em quando algumas outras coisitas...
o melhor de tudo, é que no meio desta bicharada toda, eu ainda não estou doente :)

domingo, fevereiro 10, 2008

Eternal Sunshine of the Spotless Mind


O filme é de 2004, portanto vi-o com 3 anos de atraso. Pois é, às vezes faço coisas estúpidas... Descobri agora que é escrito pelo Kaufman. E tal como Being John Malkovich, Confessions of A Dangerous Mind, e Adaptation, é um filme fantástico.

Começa normalmente, depois há uma grande parte em que parece que não se percebo nada... para no fim tudo fazer sentido de novo.

sábado, fevereiro 09, 2008

CAN Ghana 2008

A última (e primeira) CAN que vi, foi a do Mali 2002, no meu primeiro ano em coimbra.

Agora no meu primeiro ano (e talvez único) em Setúbal, segui outra CAN. Gana 2008.

Bons jogos, golos (muitos e bons), futebol sem grandes mariquices.

É engraçado ver a mistura de super estrelas, tipo Drogba, Kalou, Etoo, Essien e mais uns tantos, com jogadores completamente desconhecidos, alguns até desempregados (depois há casos como o angolano Manucho, que foi contratado pelo Man United... sem ninguém reparar nele cá em Portugal).

Há quem refile por a CAN se realizar agora, com alguns clubes a serem privados dos seus jogadores. Para mim foi perfeito. Chegar a casa depois do trabalho, ligar a tv, joguinho a dar :).

E amanhã é a final. Egipto – Camarões. E tenho de ir trabalhar...

E hoje não tive a minha sobremesa...

Fragmentos

Um puto em bicos de pé, todo esticadinho, todo contente por conseguir chegar ao bebedouro, mete a mão na torneira, cara de felicidade, roda a torneira, abre a boca e... SPLASH, a água acerta-lhe em cheio no olho... Cara de afogado, como se tivesse ficado enrolado numa onda na praia.

A tarde começou com a Lei de Murphy a funcionar em pleno. A máquina fotográfica tem sempre pilhas, excepto quando preciso dela...

Tropecei num jardim. Não estava num jardim quando tropecei, tropecei no próprio jardim.

Vinha eu do parque do bonfim, quando olhei e vi uns arcos.

Boa esplanada, relva verde, muito espaço, lago no meio (este não tem peixes. Tem barcos), meninas a passear ao sol... Tudo o que é preciso. Só os putos é que podiam fazer um bocado menos de barulho.

Mais tarde vim a saber que os arcos são o que resta do antigo aqueduto de Setúbal. O jardim está onde antes era o estádio do Vitória, que se chamava oportunamente Estádio dos Arcos. E já agora, o jardim chama-se Jardim da Algodeia. Tal como o restaurante Retiro da Algodeia, onde se come um peixe grelhado fantástico :).


Tenho a sensação que não me vai custar muito passar várias tardes sem fazer nada, simplesmente a apanhar Sol, num parque, junto ao rio ou não, a ler, dormir, ouvir música, ver umas miúdas, comer um gelado, tirar umas fotos (quando a Lei de Murphy me permitir)... A vida é dura.

O cheiro suculento do molho da galinha subia-lhe pelas narinas

“O cheiro suculento do molho da galinha subia-lhe pelas narinas, a fragância das batatas assadas, do dourado puré de nabos e dos biscoitos quentes faziam-no desfalecer, assim como o cheiro doce do mel, dos pêssegos de conserva e o perfume embriagador das tortas quentes, de passas.”

“Há sempre um amanhã”, Pearl S. Buck


O meu jantar não vai ser exactamente assim, mas acho que oefeito sobre os meus sentidos vai ser parecido... :)

Para sobremesa encomendei uma derrota dos lagartos, estou com um pressentimento que vai estar esgotada. Tem tido muita saida. Mas ainda há muito tempo até ao fim do jantar. Talvez tenha sorte.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Pi

Finalmente vi o "Pi"!!
Com um atraso de uns dois anos, desde que tenho o filme, mas estamos em Portugal... e pelo menos não ultrapassei o orçamento.

De qualquer maneira, eu sou uma vítima neste assunto. Por mais de uma vez estive para ver o filme mas, na hora H, alguém dizia: "um filme a preto e branco?? sobre o pi?? tás doido??" E pronto, lá se via outro filme.
Finalmente desisti, e vi o filme sozinho.

uau! Eu sei de alguém que quando vir o filme, se vai arrepender muito de não o ter visto há mais tempo... :)

Foi o segundo filme do Daniel Aronofsky que vi, o outro foi o "Requiem for a Dream", e o segundo que adorei.

Um parque, uma estação de metro, a sua casa, a casa do seu professor. Sem efeitos especiais, a preto e branco com uma imagem medíocre. Grando ritmo da história, perfeitamente ligada com a banda sonora. É tudo o que é preciso para fazer um óptimo filme.

Pi

Finalmente vi o "Pi"!!
Com um atraso de uns dois anos, desde que tenho o filme, mas estamos em Portugal... e pelo menos não ultrapassei o orçamento.

De qualquer maneira, eu sou uma vítima neste assunto. Por mais de uma vez estive para ver o filme mas, na hora H, alguém dizia: "um filme a preto e branco?? sobre o pi?? tás doido??" E pronto, lá se via outro filme.
Finalmente desisti, e vi o filme sozinho.

uau! Eu sei de alguém que quando vir o filme, se vai arrepender muito de não o ter visto há mais tempo... :)

Foi o segundo filme do Daniel Aronofsky que vi, o outro foi o "Requiem for a Dream", e o segundo que adorei.

Um parque, uma estação de metro, a sua casa, a casa do seu professor. Sem efeitos especiais, a preto e branco com uma imagem medíocre. Grando ritmo da história, perfeitamente ligada com a banda sonora. É tudo o que é preciso para fazer um óptimo filme.

Master and Commander: The Far Side of The World



Gostei muito mais dos livros. O filme, como não podia deixar de ser, é muito mais superficial.
Mas esquecendo os livros, não é um mau filme.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Ó Maria!!

“A seguir ao almoço, ao chegar aqui, o telefone tocava: uma voz feminina à procura do meu primo.
Disse-lhe que não o tinha visto.
Perguntou-me como podia encontrá-lo.
Respondi que não sabia e sugeri-lhe que abrisse a janela e gritasse o nome dele. Lisboa não é assim tão grande.
Ficou a duvidar de mim, chegou ao ponto de insinuar que eu não falava a sério. Depois reflectiu melhor e concordou em experimentar.
Se experimentou, pela minha parte não ouvi nada. Pode dar-se o caso de morar longe e assim sendo é provável que em Sintra ou na Amadora a hajam escutado. Isto se não a levaram para o hospital psiquiátrico ao segundo berro.
Quando eu era pequeno, em Benfica, havia mães que chamavam os filhos dessa forma, ao fim da tarde.”
Crónica de António Lobo Antunes na Visão

Bem, isto lembrou-me a terra dos meus avós, que é a minha, mas assim parece que soa melhor... Não que eu ouvisse as mães a chamar à janela pelos filhos, mas as conversas à janela eram (são) comuns. Quer entre pessoa na rua e outra na janela, quer entre cada uma na sua janela...
Em Coimbra, olhando do alto da minha janela :), continuei a assistir a estas conversas, e agora, em Setúbal, encontro-me precisamente no meio delas.

Não é raro ouvir qualquer coisa do género: “Ó Maria!! O comer já está pronto?
Está quase Manel...”
Ou então, a caminho de casa, uma vizinha à janela e, “Como vai o menino? Está bom? Já acabou o trabalho por hoje?”

A minhas vizinhas não são exactamente como a menina da foto... mas é agradável encontrar alguém à janela no meu caminho de casa. (ficava bem dizer, no meu caminho de casa após um cansativo dia de trabalho, mas eu não gosto de mentir...)

Almoço


3 horas de almoço, 1 robalinho grelhado,
1 café numa esplanada, maresia na cara,
barcos a passar no rio...

a vida é dura.